New York (EUA) - As revelações de André Agassi, na autobiografia que sequer foi lançada, pode render a perda de medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta. O motivo é o fato de ele ter usado a droga metanfetamina um ano após o triunfo olímpico.
Os membros do Comitê Olímpico Internacional, no entanto, desconfiam de que o ex-número 1 do mundo teria usufruído da substância proibida já em Atlanta. "Isso é mentira (Agassi ter enganado a ATP na época) e ele escapar é a maior decepção. A situação precisa ser analisada do ponto de vista legal e depois agir", comentou Bubka, um dos integrantes do COI.
A Agência Mundial Anti-Doping (WADA) também estuda punir Agassi, ainda que ele tenha abandonado o circuito há um bom tempo. O diretor da entidade, David Howman, garantiu que o caso será investigado com carinho pelos especialistas, a fim de que se possam ser tomadas atitudes contra um dos maiores tenistas da história. Howman assegura que Agassi não passará impune.
A única certeza é que o norte-americano recorreu à droga por todo o ano de 1997, quando estava em baixa. Recuperou-se, ao menos tecnicamente, e ganhou o título de Roland Garros, o único que faltava na galeria de Grand Slam. Na obra com o nome de "Open", Agassi revelou ter jogado com peruca a final do Slam francês em 1990, chegando até a falar do relacionamento que mantinha com Brooke Shields.