O espanhol Moncho Monsalve reiterou o desejo de continuar na seleção brasileira masculina de basquete. Em entrevista ao diário esportivo Lance!, ele disse que as negociações sobre salário não serão um impedimento. E indicou até mesmo a possibilidade de seguir trabalhando após o Mundial de 2010, na Turquia, abrindo caminho para comandar, também, o Brasil na campanha por Londres-2012.
"Gostaria muito de estar no Mundial da Turquia, mas está claro que é algo que ainda precisa ser discutido", afirmou o espanhol ao jornal. "Se todos vocês pensam que é por causa do dinheiro que estou no Brasil, todos estão enganados. Este não vai ser um problema na negociação que faremos", completou.
Aos 64 anos, ele esta se recuperando de uma operação na coluna, feita em outubro. Por isso, não poderá vir ao Brasil até o fim do ano. Segundo ele, o novo presidente da Confederação Brasileira, Carlos Nunes, o avisou que as conversas sobre a continuação do trabalho começariam no fim de novembro, quando termina seu contrato, assinado ainda na gestão anterior da entidade.
Apoiado pelos jogadores, Moncho avisou que sua exigência para seguir no time é a manutenção da comissão técnica atual. "São pessoas muito bem preparadas e que têm a minha confiança, amizade e respeito".
Sobre o futuro no basquete após o Mundial de 2010, Moncho, pela primeira vez, admitiu que pode repensar a aposentadoria. "Em preincípio, era certo que o Mundial seria o meu último torneio e depois deixaria o basquete. Mas, graças a Deus, minha esposa (Yolanda) está de acordo que eu siga trabalhando no esporte".